“Flight of the Conchords” é um série cômica de TV que conta as aventuras de Jermaine e Bret, dois músicos neozelandeses (Jermaine Clement e Bret McKenzie interpretam uma versão ficcional deles mesmos) que tentam uma carreira em Nova York.
O primeiro episódio foi ao ar na HBO em junho de 2007. A série foi criada pela dupla e também pelo diretor e roteirista James Bobin e obteve sucesso imediato. O “Entertainment Weekly” e a “Time” consideraram a série como uma das melhores do ano. No “Grammy” deste ano a dupla recebeu o prêmio de “melhor disco de comédia” pelo EP “Distant Future“, lançado no ano passado.
O “Flight Of The Conchords” acabou de lançar o álbum homônimo que conta com canções que fazem parte dos episódios da série.
Paródias, muita cara de pau e texto brilhante são as marcas registradas da dupla. “Foux du Fafa“, música que abre o disco, é uma bossa nova que desfila nomes e expressões em francês que nos remetem a uma aula de iniciação do idioma: “Je voudrais un croissant / Je suis enchanté / Où est le bibliothèque? / Voilà mon passport / Ah, Gerard Depardieu / Baguette, ah ha ha, oh oh oh oh / Ba Ba ba-ba Bow!”
Já em “Ladies of the World” satirizam a canastrice dos cantores de “R’n'B”. Nem David Bowie escapa, em “Bowie” a dupla faz chacota das letras e da forma do “camaleão” cantar…
Com o “Flight Of The Conchords” a diversão é garantida!
O namoro de Björk com o Jazz é antigo. Em 1990 com o “Trio Guðmundar Ingólfssonar” lançou “Gling-Gló“, um álbum de jazz em sua forma mais tradicional: vocal, bateria e baixo e piano acústicos. Cinco anos depois, em “Post“, gravaria “It’s All So Quiet“, de Erich Meder, Hans Lang e Bert Reisfeld.
O saxofonista Travis Sullivan levou esse namoro a sério e em 2004 fundou a “Bjorkestra“, que pode ser considerada uma das “bandas tributo” mais interesantes da música independente. São 18 (!) pessoas se esmerando em transformar as canções da pequena notável que veio da Islândia no mais puro jazz (apesar de em alguns momentos se utilizar da eletrônica).
Suas apresentações pelos Estados Unidos fizeram com com que a banda ganhasse elogios de músicos e da crítica especializada, com destaque para o “The Wall Street Journal” e a revista “Jazz Times“. No ano passado Travis Sullivan ganhou reconhecimento internacional quando se apresentou com a “Sicilian Jazz Orchestra” no “Teatro Golden”, na Sicília, com ingressos esgotados.
Se ao vivo já demosntravam uma qualidade impressionante, em seu primeiro álbum, “Enjoy“, lançado este ano, o grupo mostra ao que veio em dez canções extremamente bem arranjadas. Becca Stevens (vocal) está longe de ser uma Björk. Isto no bom e no mal sentido. É bem verdade que sua voz não possui o carisma, a inventividade e a estranheza da islandesa; em contrapartida é mais doce e firme, além de servir de “norte” para os delírios de Sullivan e seus músicos.
Os destaques do disco ficam por conta de “Hiperballad” – numa versão intensa com belíssimo solo de sax; “Army Of Me” – elétrica e vigorosa; e “Hunter” – misteriosa e com um toque de “Bolero de Ravel“.
Aqueles que costumavam implicar com as performances de Björk agora serão obrigados a se renderem a seu talento como compositora e à beleza de suas canções.
O músico Vitor Ramil foi eleito pelo voto popular o melhor cantor no Prêmio TIM 2008. Vitor surpreendeu batendo nomes como Gilberto Gil e Lulu Santos. Apesar da surpresa, o prêmio é mais do que merecido.
Compositor e cantor, Vitor começou sua carreira no início dos anos 80. Aos 18 anos gravou seu primeiro disco “Estrela, Estrela“, com a participação de músicos do primeiro time da música brasileira como Egberto Gismonti, Wagner Tiso e Luiz Avelar. O disco ainda contou com as cantoras Zizi Possi e TetêEspíndola. A faixa título acabaria virando sucesso na voz de Gal Costa.
Produzido por seus irmãos, Kleiton e Kledir, seu segundo trabalho, “A Paixão de V Segundo Ele Próprio” (1984) é um disco mais experimental. Orquestra, instrumentos de brinquedo, efeitos eletrônicos e um violão pra lá de milongueiro são usados para construir um universo surrealista que, de alguma forma, sempre estará presente nos trabalhos futuros.
Em 1987 Vitor trocou o sul pelo Rio de Janeiro e lançou “Tango“. Com um retrato feito pelo pintor Carlos Scliar na capa, o disco abandona o experimentalismo do trabalho anterior e consolida definitivamente Vitor como um dos grandes nomes da música brasileira. As letras ainda repletas de referências surrealistas estão mais elaboradas e a poesia mais afiada. Acompanhando Vitor grandes nomes como os falecidos Nico Assumpção e Márcio Montarroyos, além do guitarrista Hélio Delmiro, todos eles com bastante espaço para improvisos de altíssima qualidade.
Nos anos 90 Vitor, cada vez mais ligado às suas raízas “sulistas”, desenvolveu a “Estética do Frio“. Certo de que o Rio Grande do Sul não é margem do país, mas o centro de uma de uma outra história, Vitor retorna ao sul. O primeiro passo foi lançar um disco (que saiu em edição limitada). “À Beça” é o embrião do que viria a seguir. Belas melodias, letras leves e curiosas fizeram deste trabalho um biscoito fino. A canção “Foi No Mês Que Vem” mostra a qualidade da poesia de Vitor: “Vou te vi / ali deserta de qualquer alguém / penso, logo irei / que seja antes minha que de outrem…”
Os dois trabalhos seguintes talvez sejam os mais importantes de sua carreira e foram os que fundamentaram a “Estética do Frio“.
“Ramilonga” (1997) serve como manual para se compreender do que é composta tal “Estética“: Rigor, Profundidade, Clareza, Concisão, Pureza, Leveza e Melancolia. Tudo isso embaldo pela “milonga”, ritmo comum ao Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, nos leva a percorrer o imaginário gaúcho, onde o rural e o cosmopolita convivem simultaneamente. O violão “rancheiro” dialoga muito bem com instrumentos africanos e indianos criando uma música ao mesmo tempo regional e universal.
“Tambong” (2000) foi gravado na Argentina e teve produção de Pedro Aznar. Algumas canções de “À Beça” foram regravadas e ganharam uma roupagem mais adequada às idéias que são a base da “Estética do Frio“. O disco saiu em duas versões, uma em português, outra em espanhol e abriu caminho para Vitor ir além da América do Sul, fazendo apresentações na Europa sempre sendo muito bem recebido por crítica e público.
Quatro anos depois é a vez de “Longes“. Repetindo a fórmula de “Tambong“, o disco também foi gravado na Argentina e produzido Aznar. Este trabalho pode ser definido como um ponto equidistante entre “Ramilonga” e “Tambong“. É como se Vitor tivesse encontrado o equilíbrio entre forças que, na verdade, se completam. Um disco delicado e ao mesmo tempo avassalador graças às dissonâncias e letras repletas de “idas e vindas” como na canção “Longe de Você“: “Todo dia o dia quer passar / Mas o fim não vem / A espera é sempre tão brutal / Tudo se mantém…”
Em 2007 foi lançado “Satolep Sambatown” em parceria com o percussionista Marcos Suzano. Instrumentos convencionais se misturam a samplers e sintetizadores assim como o samba e choro se misturam ao samba. Essa ponte aérea Rio de Janeiro/Rio Grande do Sul conta com as participações especias de Jorge Drexler e Kátia B.
Pete ‘Best’ Zarustica – Fritz von Runte – lança mais um álbum de remixes anti-guerra dos Beatles, “The Beatles HELL”. Neste novo trabalho Fritz dá um passo adiante do bem sucedido “HATE”, álbum anterior que parodia o maravilhoso “Beatles LOVE”, produzido pelo “quinto Beatle”, George Martin e por seu filho, Giles Martin.
Usando elementos da “Divina Comédia” de Dante, Fritz cria novas versões para clássicos como “Help”, “Eleanor Rigby” e “Magical Mystery Tour” e os transforma em “Hell”, “Helleanor Rigby” e “Magical Histery Tour”. O resultado é curioso e de qualidade, mostrando que é possível se fazer remixes sem cair no lugar-comum.
No site do disco (www.thebeatleshell.com) é possivel fazer o download, não só das músicas, como também da capa e de papéis de parede. O site é bem bacana e apresenta versões em inglês e em português, com matérias sobre o que está acontecendo com o disco – no Brasil e no Mundo.
Apesar de ter acabado de sair, o album parece seguir o mesmo caminho do anterior e se tornar mais uma febre na Internet
O Lançamento oficial no Brasil será no Programa LapaLounge (www.programalapalounge.com), na edição desta sexta-feira, 30 de maio.
“O grupo de rock britânico Pink Floyd ganhou hoje, em Estocolmo, Suécia, o prêmio Polar, considerado o “Nobel” da música.
Em sua decisão, o júri destacou a importância da banda britânica na evolução da música popular, por uni-la à arte, em sua proposta experimental, e por seu sucesso em “capturar e formar reflexões e atitudes para toda uma geração”.
“O Pink Floyd inspirou e marcou o caminho para o desenvolvimento do rock progressivo”, disse o júri.
O Pink Floyd foi formado em Cambridge (Reino Unido), há 45 anos, liderado pelo cantor e guitarrista Syd Barrett, que acabou deixando o grupo em 1968, em virtude do abuso de drogas e de constantes crises mentais.
Barrett foi substituído por David Gilmour, que, com Roger Waters no baixo e voz, Nick Mason na bateria e Rick Wright nos teclados, integra a formação clássica do grupo.
Durante a década de 70, o Pink Floyd evoluiu do psicodelismo do começo da carreira para o rock progressivo, e deixou álbuns lendários como Dark Side of The Moon (1973), Wish You Were Here (1975) e The Wall (1979).
Agência EFE – Terra
Prêmio mais do que merecido para uma das bandas mais influentes da música pop.
O Floyd conseguiu um feito que se restringe a poucos grupos que é o fato de terem realizado três discos “perfeitos”. “The Piper At The Gates Of Dawn” (1967), primeiro disco da banda e realizado ainda sob o comando de Syd Barrett; “The Dark Side Of The Moon” (1973), disco de maior sucesso e que conseguiu a marca impressionante de 741 semanas (sendo 591 consecutivas) no Billboard 200 Chart, feito registrado no Guinness Book. Estima-se que até hoje o disco tenha vendido em torno de 34 milhões de copias; “The Wall”(1979), “ópera-rock” que acabou se transformando em filme dirigido por Alan Parker e com animação de Gerald Scarfe. A inspiração de Roger Waters para a criação do álbum apareceu-lhe durante um concerto da digressão de “Animals” em 1977. Em Montreal, Waters cuspiu na cara de um fã que estava a ter um comportamento perturbador. De imediato, repugnado com o ato que tinha cometido, surgiu-lhe a ideia de construir um muro entre ele e o público.
Roger Waters, que tinha saído da banda após o lançamento de “The Final Cut”(1983), se reuniu com os outros três integrantes para uma apresentação única no concerto “Live 8″, em 2005.
Ao que tudo indica, o Pink Floyd encerrou suas atividades, mas sempre resta a esperança de que possa voltar atrás e realizar mais algumas apresentações.
“Sejam realistas: peçam o impossível” – esse era o slogan dos revolucuonários franceses em 1968. Paz e amor. LSD, Psicodelia, Rock’n’Roll, Flower Power… Há quarenta anos o mundo fervia e se preparava para uma grande transformação que até hoje está em curso. Segundo Zuenir Ventura, 1968 é um ano que não acabou.
Se pegarmos a música como exemplo veremos que a afirmação de Zuenir faz todo sentido. Grupos atuais voltam no tempo para criar seu trabalho e não é difícil perceber elementos de Beatles, Jimi Hendrix, Pink Floyd, Beach Boys, The Doors, Os Mutantes e The Who, só para citar alguns.
Mesmo não sendo um divisor de águas, pois este foi no ano anterior graças ao lançamento de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos “Fab Four“, a produção musical de 1968 foi impressionante. Alguns dos discos mais importantes de todos os tempos foram lançados naquele ano:
- Beatles – White Album
- Jimi Hendrix – Electric Ladyland
- Mutantes – Os Mutantes
- Pink Floyd – A Saucerful of Secrets
- Rolling Stones – Beggars Banquet
- Janis Joplin – Cheap Thrills
- The Doors – Waiting for the Sun
Sem contar que o The Who preparava “Tommy” para o ano seguinte, Bob Dylan o seu “Nashville Skyline” e Joni Mitchell seu primeiro álbum, “Song to a Seagull”.
Quarenta anos depois alguns ficaram pelo caminho como é o caso de Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison, que passaram desta para melhor e o Pink Floyd, que até segunda ordem, pendurou instrumentos. Em compensação, Os Mutantes estão de volta (ainda que com 1/3 da formação original), Brian Wilson, mesmo sem os Beach Boys e alguns neurôniosos, segue carreira e Stones, Dylan e The Who continuam tocando mundo afora. Além disso, o espírito da época está mais do que vivo em bandas como: High Llamas, Belle & Sebastian, Oasis, The Chemistry Set, Dengue Fever, Magic Numbers, The Shortwave Set, The Draytones, Jim Noir, Black Hollies, Selmanaires, Black Keys, Raconteurs, The Apples In Stereo, Autoramas e por aí vai…
Banda de Los Angeles que faz uma curiosa combinação de rock, psicodelia e música do Camboja (!).
Em 2001, inspirado em uma viagem ao Camboja, Ethan Holtzman decidiu montar uma banda em parceria com seu irmão Zac. A vocalista Chhom Nimol entrou após uma incursão dos irmãos pelos bares de Little Phnom Penh (área de Long Beach também conhecida como Little Cambodia) atrás de alguém que cantasse em Khmer (idioma oficial do Camboja). Estava formada a espinha dorsal do Dengue Fever. Além de Ethan (órgão farfisa), Zac (guitarra e vocais), a banda conta com os intrumentistas Senon Williams (baixo), Paul Smith (bateria) e David Ralicke (sopro).
O primeiro álbum, “Dengue Fever” (2003), é todo cantado em Khmer; algumas faixas são releituras de grupos cambojanos dos anos 60 e outras são próprias (escritas pelos Holtzmans em inglês e depois traduzidas). Em 2005, após lançaram “Escape From Dragon House“, o diretor norte-americano Jim Jarmusch incluiu em seu filme “Flores Partidas” (Broken Flowers) “Ethanopium“, cover da banda para uma canção do músico de jazz etíope Mulatu Astake.
Em seu terceiro álbum, “Venus On Earth“, recém lançado, a banda nos convida para uma festa exótica regada a LSD. A combinação dos timbres de saxofone, teclados e de uma voz oscilante, que lembra o canto dos pássaros, nos faz ter a sensação de que o disco está sendo tocado em uma velocidadde fora do normal. O mais surpreendente é que tudo isso é MUITO BOM!