Arquivos Mensais: Junho 2008

Flight of the Conchords” é um série cômica de TV que conta as aventuras de Jermaine e Bret, dois músicos neozelandeses (Jermaine Clement e Bret McKenzie interpretam uma versão ficcional deles mesmos) que tentam uma carreira em Nova York.

O primeiro episódio foi ao ar na HBO em junho de 2007. A série foi criada pela dupla e também pelo diretor e roteirista James Bobin e obteve sucesso imediato. O “Entertainment Weekly” e a “Time” consideraram a série como uma das melhores do ano. No “Grammy” deste ano a dupla recebeu o prêmio de “melhor disco de comédia” pelo EP “Distant Future“, lançado no ano passado.

O “Flight Of The Conchords” acabou de lançar o álbum homônimo que conta com canções que fazem parte dos episódios da série.

Paródias, muita cara de pau e texto brilhante são as marcas registradas da dupla. “Foux du Fafa“, música que abre o disco, é uma bossa nova que desfila nomes e expressões em francês que nos remetem a uma aula de iniciação do idioma: “Je voudrais un croissant / Je suis enchanté / Où est le bibliothèque? / Voilà mon passport / Ah, Gerard Depardieu / Baguette, ah ha ha, oh oh oh oh / Ba Ba ba-ba Bow!”

Já em “Ladies of the World” satirizam a canastrice dos cantores de “R’n'B”. Nem David Bowie escapa, em “Bowie” a dupla faz chacota das letras e da forma do “camaleão” cantar…

Com o “Flight Of The Conchords” a diversão é garantida!

http://www.myspace.com/conchords

O namoro de Björk com o Jazz é antigo. Em 1990 com o “Trio Guðmundar Ingólfssonar” lançou “Gling-Gló“, um álbum de jazz em sua forma mais tradicional: vocal, bateria e baixo e piano acústicos. Cinco anos depois, em “Post“, gravaria “It’s All So Quiet“, de Erich Meder, Hans Lang e Bert Reisfeld.

O saxofonista Travis Sullivan levou esse namoro a sério e em 2004 fundou a “Bjorkestra“, que pode ser considerada uma das “bandas tributo” mais interesantes da música independente. São 18 (!) pessoas se esmerando em transformar as canções da pequena notável que veio da Islândia no mais puro jazz (apesar de em alguns momentos se utilizar da eletrônica).

Suas apresentações pelos Estados Unidos fizeram com com que a banda ganhasse elogios de músicos e da crítica especializada, com destaque para o “The Wall Street Journal” e a revista “Jazz Times“. No ano passado Travis Sullivan ganhou reconhecimento internacional quando se apresentou com a “Sicilian Jazz Orchestra” no “Teatro Golden”, na Sicília, com ingressos esgotados.
Se ao vivo já demosntravam uma qualidade impressionante, em seu primeiro álbum, “Enjoy“, lançado este ano, o grupo mostra ao que veio em dez canções extremamente bem arranjadas. Becca Stevens (vocal) está longe de ser uma Björk. Isto no bom e no mal sentido. É bem verdade que sua voz não possui o carisma, a inventividade e a estranheza da islandesa; em contrapartida é mais doce e firme, além de servir de “norte” para os delírios de Sullivan e seus músicos.

Os destaques do disco ficam por conta de “Hiperballad” – numa versão intensa com belíssimo solo de sax; “Army Of Me” – elétrica e vigorosa; e “Hunter” – misteriosa e com um toque de “Bolero de Ravel“.

Aqueles que costumavam implicar com as performances de Björk agora serão obrigados a se renderem a seu talento como compositora e à beleza de suas canções.

http://www.myspace.com/travissullivansbjorkestra

Enjoy